Há um ano, Paulo Henrique Amorim causou em seu site: encontrou racismo numa caricatura do Solda, publicada no jornal Paraná-Online quando da visita de Obama ao Brasil. Amorim obviamente não entendeu a charge, mas como posa de combatente de injustiças, racismo, favorecimentos e afins, tem que buscar esses elementos mesmo onde não existam, para garantir a polêmica e a pose de paladino. Na ocasião, muitos dos seguidores de Amorim se revoltaram – afinal, quem não viu racismo ali devia estar a serviço da elite branca, dos grandes grupos empresarias, da imprensa golpista, né? A quizumba se armou; alguns ouviram o galo cantar de longe, mas entraram no fervo. Se é pra gritar “racista!” e esfregar na cara alheia, com estardalhaço, o quão sem preconceito se é, todo mundo colabora, só depois tenta entender o que se passa. Não querendo lidar com a situação, o jornal demitiu o cartunista.
E hoje cedo, numa dessas voltas que a vida dá, lá estava (clique para ampliar):
Modos que o Trator tem uma sugestão:
Para um desfile de fantasias tardio no Hotel Glória, categoria mediocridade:
Ascensão e queda do senador McCarthy.
Afinal, a postura macartista grassa em todas as correntes de pensamento que generalizam, que são adeptas do “denuncismo” escandaloso, que caçam o exemplo pra exibir em praça pública, que se arvoram em juízes e usam meia dúzia de conceitos rasos e palavras de ordem como medida do mundo – à esquerda, à direita, ao centro, em dimensões imaginárias, onde quer que seja. Mas uma hora desmoronam, às vezes, vítimas do próprio método.
Em tempo: ser contratado da Rede Record de Televisão, que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus, é prova de independência de pensamento e adesão a princípios democráticos, solidários, revolucionários...? Ah, é verdade! Não podemos generalizar e confundir as coisas, não é mesmo?


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