sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Muito, muito melhores que você

Acho bacana quando as pessoas embarcam nas suas viagens interiores, na busca por algo essencial que ajude a liberar a vida de ações mecânicas e vazias. Joia! 

Mas sofro de uma falta de paciência, absoluta e permanente, com quem decreta suas descobertas pessoais como sabedoria universal, prova de brilhantismo e superioridade em relação à existência medíocre de seus pares. É como se você se comunicasse com uma criança que sofre de déficit de atenção.

Com raríssimas exceções, me lembram uma vinheta do Monty Python Flying Circus, na qual a rainha Vitória declara We are not amused!. Sim, pois qualquer menção às atividades mesquinhas da sua sobrevivência entedia mortalmente tais viventes mui elevados, tais intelectos über desenvolvidos. É como se dissessem “aprenda com minhas dúvidas e certezas; não destrua o momento com a sua banalidade”. 

Como tais pessoas não são do gênero “aconselhável” – embora finjam sê-lo –, fica aqui aquele desejo fortíssimo de que embrulhem para viagem suas atitudes condescendentes, se deem as mãos e encontrem um lugar à altura de suas potencialidades; numa galáxia beeeeeeeeeeeemmmm distante, de preferência, num buraco negro!


domingo, 25 de dezembro de 2011

Gramophonicas – Elza Soares; Big Mama Thornton

Elza Soares – A banca do distinto (Billy Blanco, 1963)

♫ Não fala com pobre, não dá a mão a preto, não carrega embrulho... 
Pra que tanta pose, doutor...?


Big Mama Thornton – Hound Dog / Down Home Shakedown (1965)
& Buddy Guy, John Lee Hooker, Big Walter Horn, Dr. Ross...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Trucidando o bom senso

Sempre há alguém desesperado por uma oferta, uma fofoca ou uma dieta. Mas mesmo o trucão pega-trouxa tem limite, né? Por exemplo, alguém saberia me explicar a que tipo de ser vivo esta publicidade em página do Facebook é dirigida? Centauros, talvez...?

Em tempo: “estale aqui”? Oi?!

E se a mitologia não interessa, sempre é possível recorrer ao método de emagrecimento do Marquês de Sade... Fique linda e apavore!

O dedo médio do Judiciário brasileiro

Não é exclusividade nossa, mas no Brasil, Justiça é um conceito totalmente relativo, abstrato; já a Injustiça se  manifesta em termos concretos, definidos, mapeáveis, com assinatura e um foda-se geral à população. Diariamente. 
Assim, querer justiça fica parecendo querer algo que na verdade nem se consegue definir. Por outro lado, lutar contra a injustiça pressupõe combates concretos, dirigidos a situações precisas, pessoas específicas. Mas o que fazer quando o Sistema Judiciário é, ao mesmo tempo, o responsável pelas indefinições & pelas aberrações bem palpáveis? Recorremos ao Batman?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O disney-stalinismo

Coisa que deixa assaz e deveras é quem funciona em “sistema binário”, digamos assim. Se não é 0, só pode ser 1. Não é A, logo, é B. O bom e velho maniqueísmo. No fundo, a necessidade de uma certeza à qual se agarrar, seja uma opinião política ou sobre um filme qualquer em cartaz.

O pior é que isso toma proporções ridículas; quem nunca presenciou gente furiosa porque um amigo criticou atriz/cantor/esportista/jornalista, o que for, pois nessa sorte de raciocínio, você não pode não gostar do que gostam seus amigos, namorados, consortes, familiares, enfim. É como se um ponto de vista diferente significasse uma declaração de guerra: não se discute, busca-se provar quem tem razão. A diferença se torna oposição. Preguiiiiiiiiiiiiiii....
E, claro, quanto mais esse tipo de atitude se reproduz, mais se lê, debate, escreve, se fazem publicidade e passeatas pelo direito à liberdade – de opinião, consumo, sexual etc etc. Às vezes tenho a impressão de que vivemos num sistema “disney-stalinista”, repleto de desfiles, divulgação ad nauseam de opiniões rasinhas, muitas bandeiras do politicamente correto, do salutar, da acomodação, do deixa estar; a adesão rápida a causas fáceis, coloridas, espalhafatosas, que não comprometem; e a sensação de que quem não compartilha dessas ideias o faz para magoar quem está a sua volta. Parece que o sistema adota como divisa se você gosta de mim, só aprova, faz e diz o que eu gosto. Os adeptos desse tipo de “liberdade de opinião” não sabem lidar com a variedade, mas apenas com duas opções, conhecidas a priori, para que não haja surpresa...

Eu, por hora, sigo à risca Hilda Hilst: Oscar, meus sais!
(jul./2008)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sofrível sufrágio


Em algum site do quadrante, vi a foto de um muro no qual picharam a frase Se votar mudasse algo, seria proibido. De fato...


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

De novo as lancheiras

Espiei rapidamente a matéria, porque títulos assim me são quase irresistíveis. Leio essas coisas e me pergunto em que dimensão eu tenho vivido, pois certamente não é nesta aí de cima – ou é, e ninguém me avisou que estou fazendo tudo errado...

Seja como for, lembrei de uma postagem de uns dois atrás, sobre o perrengue de quem já portou uma lancheira.  Volta então o tema, requentado de 2009!


terça-feira, 27 de outubro de 2009


Desgoverno na lancheira

Uma das maiores neuras atuais diz respeito a o que comer (como comer, onde comer, por que comer). E claro, não se deixa de lado a polêmica hora do lanche. Céus! O que as crianças comerão? Textos e mais textos, repletos de termos como "baixinhos" e "guloseimas", se multiplicam em escala geométrica. A lancheira é tema de questionamentos existenciais dignos de Nietzsche.

Dia desses, vi uma discussão séria sobre o assunto num site chamado Bebel, um estilo de vida (não podia ser apenas um site, né?) – ou seja, como preparar a lancheira de sua progenitura. Olhei todas as fotos, cheias de embalagens lindinhas, com coisas cortadas em formas triangulares e bem organizadas por tamanho, cor e etc, pois "o visual é muito importante", informa Bebel. E daí que fiquei morrendo de inveja. Ah, mas quase enviei as imagens para a minha mãe, pois coisa que pra mim sempre terminava em desastre era a lancheira!

Se a hora do recreio tivesse trilha sonora, a minha seria a do filme Tubarão. Sério! Eu abria minha lancheira com um pavor sobrenatural. Tudo poderia acontecer. Geralmente, os líquidos mal acondicionados eram os primeiros a provocar o desastre – pois minha mãe achava que refrigerante era coisa que se mantinha bem em garrafinhas com frágeis tampinhas plásticas presas ao gargalo. Então, tudo o que era sólido não se desmanchava no ar, mas virava uma pasta bizarra. Quando passei da lancheira ao Bauzinho Primícia, a lista de micos gastronômicos variou. Você não sabe o que é um Bauzinho Primícia? Era isto:
Bom, ali dentro, além dos livros e cadernos, ia o malévolo lanche. Quando potes de iogurte Chambourcy encontravam as espirais de arame dos cadernos, meus amigos e minhas amigas, era a Faixa de Gaza no seu material escolar. Eu vivia à mercê do desgoverno de alimentos, cadernos e livros – pensando bem, a trilha sonora do recreio também poderia ser o tema de The Good, the Bad and the Ugly; ou o de Psycho. Chá com bolinho de chuva são coisas que lhe parecem simpáticas? Pois são, mas quando separadas. Tudo junto fica uma bosta, tenho a dizer. Biscoitos embaixo da Novíssima Gramática de Domingos Paschoal Cegalla (439 páginas), só se fossem inalados. Mas o prêmio Sam Peckinpah do lanche escolar ficava por conta da fatia de bolo com cobertura e recheio cuidadosamente enrolada num fino guardanapo de papel...

Isso posto, o Trator quer fazer um apelo a mães, pais e gentes que escrevem sites sobre a vida escolar: além da aparência, o acondicionamento do de-comer é importantíssimo! Por favor, basta de complicações escolares e alimentares, ok?!!!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O que é uma ilha?

Esta conseguiu resumir as últimas postagens do Trator, fazendo um 2 em 1 sobre o aumento da criminalidade e a pauperização de conceitos e escrita nos meios de comunicação. Uma gentileza do Diário Catarinense

sábado, 10 de dezembro de 2011

Títulos que assustam

Sim, eu também fiquei chocada, confesso. Porque... vai escrever mal assim no inferno! Sério, o Manual de Redação da Folha precisa ser revisto, com urgência.

Valei-nos, Professor Pasquale!



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Manhã de sexta

E o bairro se coalhou de alibã, moçada! Neste momento, viaturas de tudo o que é modelo e cor, helicópteros e motos estão na área; falta apenas a polícia montada. O motivo:

Eu moro entre Coqueiros e Abraão. E posso dizer que a informação sobre um “grande contingente de policiais” não é precisa. Acredito que toda a polícia de Florianópolis esteja por aqui – em terra, mar e água. 

Bem... Continua movimentado.

Tarde de quinta

Tudo tranquilo na tarde de ontem no Bom Abrigo, em Florianópolis. Saída rápida prevista. O carteiro chega no exato instante. Conversa básica no portão. Um carro desce a rua. Atrás dele, seis policiais correndo e gritando. Enquanto o carro entra lentamente numa ruazinha à esquerda, um dos policiais atira para frente. Continuam a correr e dobram a esquina também. O carteiro me olha, esfregando a orelha: “Chega a duê o ouvidu o barulho d'um tiro desse, né? ... E pra que atirar, né?”.  

Despedidas do bom e bravo carteiro; eu e Consorte finalmente saímos. Um carro da polícia desce a rua. Depois, já numa avenida próxima, cruzamos um policial de moto, na contramão, luzes piscando e sirene ligada. Poucos metros adiante, embaixo do elevado, uma blitz. PM armada, fazendo reduzir e deixando seguir os não suspeitos. Eu e Consorte temos cara de casal tiozinho, podemos ir em frente. No final das contas, não sei o que houve.

Mas foi movimentado.





Nem tudo está perdido



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Futebol e as associações ligeiras

Preguiça das associações automáticas entre futebol e alienação da braba. Existe fanatismo, certamente, o que é péssimo, é ridículo e violento. Mas aí, vale para qualquer preferência, não é? Esportiva, política, religiosa, mística, não religiosa, artística, consumista, o que for. Não é exclusividade do “salutar esporte bretão” (HAHAHAHA!).

Torcedor grosso é condenável pela grossura, não pelo fato de gostar de futebol; quem pratica ato violento é criminoso e não se discute. Mas é no mínimo deselegante e redutor o olhar “de cima”, condescendente para com a plebe rude, sebosa e analfabeta que torce para seus times – ou seja, nós, torcedores. Ninguém tem que gostar das mesmas coisas, isso é sabido desde o primeiro dinossauro sobre a Terra; então, antes de colocar todos os torcedores no mesmo balaio de liquidação, é bom saber mais sobre o assunto e não generalizar. Eu torço para determinado time; e também sou capaz de discutir a conjuntura socioeconômica e política mundial, belê? Ah, e sobre a maria-mole rosa também!


domingo, 4 de dezembro de 2011

E se foi o Doutor...

Quando eu era uma linda criatura infantil, nas brincadeiras com as crianças das “adjacências” sempre rolava a competição de gol de calcanhar; meninos e meninas, sem distinção. O importante era tentar imitar a elegância e a técnica do Doutor, hehehe...