Há atores que acabam influenciando várias gerações de outros atores por conta da originalidade de suas atuações, do pioneirismo de sua técnica. Não, não estou falando de Marlon Brando, mas de William Shatner. Eu não canso de ver esta cena, por exemplo, na qual é possível perceber o melhor de sua arte, em ação e sem cortes. Ele nem está com a superfície peitoral depilada/bezuntada a mostra. Não. Ali, ele é apenas o vetor para a construção de uma obra-prima: Capitão Kirk, destemido e em um de seus momentos mais inspirados – ah, e a criatura que ele combate não é um besouro de festa de fim de ano de escola primária, é um falso andoriano, ok? São terríveis os falsos andorianos.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
"Olha a corrente que pega gente..."
O Vaticano mandô dizê que foram encontrados "restos de São Paulo". Como a cidade brasileira ainda permanece em seu local de origem (até o momento em que escrevo, ao menos), entende-se que se trata do apóstolo Paulo, aquele que... qual era o Paulo mesmo? Tirando Judas, eu confundo todos. Sei que havia pescadores, lembro dos nomes, mas desconheço as características individuais que se ligam a cada nome (não são como os 7 anões, oras!).
Eeeenfim. Um sarcófago de paramentos mui ricos foi descoberto em Roma com a ajuda de uma sonda. O papa jura que é Paulo – coincidentemente, a Igreja já havia dedicado o ano de 2009 a este apóstolo e suas Cartas aos Romanos, nas quais cita "o homem novo". Pura coincidência... quiçá um milagre, nénão? Nem imagino como é que se identifica um santo cadáver, que procedimento CSI poderia levar a esta conclusão (fichas do dentista talvez?).
Mas mais importante que ter encontrado os santos restos, para o santo padre é importante que se entenda que o tal homem novo das cartas de Paulo é aquele "comprometido com a inviolabilidade da vida humana desde o momento da concepção" e que sabe "reconhecer o casamento entre um homem e uma mulher para toda a vida". Sobretudo, é aquele que "não se deixa arrastar por qualquer corrente". Seguindo a linha interpretativa de Bento XVI (ou seja, vale tudo e alugação pouca é bobagem), acredito que contra algumas correntes nem tem como lutar – já viram aquelas que suportam as âncoras de navios? Nem Houdini poderia com elas! E a Corrente do Golfo, então? Nem é uma questão de se deixar arrastar, você vai, de qualquer jeito. Afinal, tem corrente pra arrastar quem quer que seja nesta vida, santo padre!
Foto: Drag Isiah Dominatrix
Eeeenfim. Um sarcófago de paramentos mui ricos foi descoberto em Roma com a ajuda de uma sonda. O papa jura que é Paulo – coincidentemente, a Igreja já havia dedicado o ano de 2009 a este apóstolo e suas Cartas aos Romanos, nas quais cita "o homem novo". Pura coincidência... quiçá um milagre, nénão? Nem imagino como é que se identifica um santo cadáver, que procedimento CSI poderia levar a esta conclusão (fichas do dentista talvez?).
Mas mais importante que ter encontrado os santos restos, para o santo padre é importante que se entenda que o tal homem novo das cartas de Paulo é aquele "comprometido com a inviolabilidade da vida humana desde o momento da concepção" e que sabe "reconhecer o casamento entre um homem e uma mulher para toda a vida". Sobretudo, é aquele que "não se deixa arrastar por qualquer corrente". Seguindo a linha interpretativa de Bento XVI (ou seja, vale tudo e alugação pouca é bobagem), acredito que contra algumas correntes nem tem como lutar – já viram aquelas que suportam as âncoras de navios? Nem Houdini poderia com elas! E a Corrente do Golfo, então? Nem é uma questão de se deixar arrastar, você vai, de qualquer jeito. Afinal, tem corrente pra arrastar quem quer que seja nesta vida, santo padre!
Foto: Drag Isiah Dominatrixsábado, 27 de junho de 2009
Video Creepy
Esta é mais uma para a série de análises de videoclips, cenas de filmes, séries, novelas, desenhos animados e afins; são o resultado de estudos profissionais e científicos, nunca perdendo de vista o horizonte histórico-antropológico das produções analisadas. Certamente, algo que vai mudar o panorama das ciências humanas – no mundo...
Adoro videoclip dos anos 80, quando a MTV apareceu e todo mundo se assanhou pra colocar imagens nas músicas. Surgiram coisas notáveis, como Thriller. Mas o que mais se via mesmo era uma profusão de historinhas repetindo alguns clichezões, como o saxofonista atrás/na frente de uma persiana – de preferência, com um luminoso de neon piscando. Cenas sem pé nem cabeça imitando filmes noir eram obrigatórias, as heroínas sempre têm um visual anos 30/40 e peças de seda tremulam ao vento, HAHAHAAHAH! Only if You Leave (1984), da banda inglesa Spandau Ballet (!) é um "crássico", com direito à palavra-chave cantanda de forma dramática, jogando a cabeça para trás (e a franja para o lado, quando o penteado não era fixado com camadas de gel e spray). A câmera lenta também ajudava a dar uma aspecto dramático ao desastre.
Dúvidas impetinentes: o que faz Alfred Hitchcock no meio disto? Quantos metros quadrados têm aquelas ombreiras do vocalista? O que é aquele "a" que ele faz com a boca, dobrando os lábios pra dentro, com quem diz "affff!"?!
Adoro videoclip dos anos 80, quando a MTV apareceu e todo mundo se assanhou pra colocar imagens nas músicas. Surgiram coisas notáveis, como Thriller. Mas o que mais se via mesmo era uma profusão de historinhas repetindo alguns clichezões, como o saxofonista atrás/na frente de uma persiana – de preferência, com um luminoso de neon piscando. Cenas sem pé nem cabeça imitando filmes noir eram obrigatórias, as heroínas sempre têm um visual anos 30/40 e peças de seda tremulam ao vento, HAHAHAAHAH! Only if You Leave (1984), da banda inglesa Spandau Ballet (!) é um "crássico", com direito à palavra-chave cantanda de forma dramática, jogando a cabeça para trás (e a franja para o lado, quando o penteado não era fixado com camadas de gel e spray). A câmera lenta também ajudava a dar uma aspecto dramático ao desastre.
Dúvidas impetinentes: o que faz Alfred Hitchcock no meio disto? Quantos metros quadrados têm aquelas ombreiras do vocalista? O que é aquele "a" que ele faz com a boca, dobrando os lábios pra dentro, com quem diz "affff!"?!
...
Já ouvi dizer que você se sente mais velho quando suas "referências" no mundo vão sumindo. Bom, se é assim, a semana valeu, né? Bah!!! E pôxa vida, a pobre da Farrah Fawcett ficou de lado; que nem o Jean Cocteau, que morreu no mesmo dia em que a Edith Piaf. Ou o Mario Quintana, no mesmo dia que o Ayrton Sena – nenhuma comparação valorativa implícita, bem entendido. Apenas constatações mórbidas, hehe...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pelas quebradas
Bertrand Tavernier é um cineasta francês alucinado pela história do cinema. Um de seus filmes, Laissez-passer (2002), é sobre a produção cinematográfica na França durante a ocupação nazista. Baseou-se em fatos reais, incluindo episódios da vida de outro cineasta, Jean Devaivre, que dirigia filmes com nazistas dando plantão no estúdio, cortando cenas, censurando diálogos e prendendo atores e técnicos. Mesmo assim, ele trabalhava para a Resistência entre uma filmagem e outra..
Nesta cena de Laissez-passer, Devaivre sai de Paris de bicicleta e viaja um dia inteiro para visitar a mulher e o filho, que estão numa fazenda por causa dos bombardeios que se aproximam da capital. O ator (fantástico) Jacques Gamblin faz o papel do cineasta. Este filme, dizem, não é o melhor do Tavernier. É bem verdade que é meio "rasinho", colando cena após cena, baseadas em fatos reais; mas acho que conseguiu um bom resultado, contou uma boa história. E essa cena, pelas "quebradas", é demais!!!
Nesta cena de Laissez-passer, Devaivre sai de Paris de bicicleta e viaja um dia inteiro para visitar a mulher e o filho, que estão numa fazenda por causa dos bombardeios que se aproximam da capital. O ator (fantástico) Jacques Gamblin faz o papel do cineasta. Este filme, dizem, não é o melhor do Tavernier. É bem verdade que é meio "rasinho", colando cena após cena, baseadas em fatos reais; mas acho que conseguiu um bom resultado, contou uma boa história. E essa cena, pelas "quebradas", é demais!!!
"Quebradas" pelo sul da França (maio/2009)


quarta-feira, 24 de junho de 2009
No próximo bloco: você é um trouxa!
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Saio um pouco da caverna para tratorar. Sim, eu sei, sou uma pessoa implicante, podia estar aqui dizendo "boa semana a todos", "muitas saudades" e etc. e tal. Mas pelo menos não tô aqui vendendo incenso... nem poesia!!! =)
Bom, a da vez. Mas antes, a introdução. Lembram das informações esdrúxulas em tudo o que era meio de comunicação depois do atentado de 11 de Setembro? A que eu mais gostei foi a da fotomontagem que ficou conhecida como o Cara, sujeito no topo do WTC segundos antes de o avião se chocar contra o prédio. Houve "pograma sério" que deu a notícia em primeira mão. E o Cara virou a figura mais popular daqueles dias. Fizeram uma série de fotomontagens com ele em todos os grandes eventos mundiais (incluindo assassinato do presidente Lincoln, por exemplo). Até site ele ganhou. No ano passado, quando um padre do Paraná teve um acesso de irmã Bertrille, se pendurou em balões e desapareceu, as fotomontagens entupiram os emails novamente. Criaram um blog e até um joguinho, mas felizmente, ninguém deu a notícia do padre sobrevoando a ilha de Lost.
Mas na semana passada, o mico ficou por conta do canal de TV boliviano PAT, que exibiu imagens do seriado Lost como sendo as do acidente do vôo 447. Para completar a festa do caqui, um canal polonês reproduziu a reportagem e uma rádio holandesa veiculou a notícia do vídeo. O canal boliviano se defendeu dizendo que usou os verbos no condicional: "seriam imagens do desastre..." HAHAHAHAHA! Mas como é uma pessoa que, em teoria, domina rudimentos da linguagem e o movimento do polegar opositor cai numa dessas?
Bom, voltamos ao velho e surrado debate sobre o que se noticia atualmente. É aquele amontoado de frases, de dados, sem muita conexão e que vão se repetindo em todos os veículos de comunicação. Pior, quando há erros ridículos nas informações verdadeiras, mas passam, sem problemas – afinal, quem é que está prestando atenção, né? Informações técnicas são um desastre elas mesmas; traduz-se pés por metros, apenas trocando a unidade de medida, sem a conversão dos números. O mesmo com a velocidade, quando se troca nó por km/h – aí, âncoras fazem cara de tragédia para noticiar que a ilha xpto foi varrida por ventos de 65 km/h; ao fundo, imagens de um vendaval que quebra árvores e destelha casas. 65 km/h????! Só falta dizer que a "margem de erro é de 50 km/h, para mais ou para menos"...
Mas não faz mal, o importe é conseguir espaço no jornal/site para a publicidade, não é mesmo? Como se preenche o espaço entre um anúncio e outro é o de menos, oras! O mesmo vale para informações na televisão: o importante é garantir que se vejam os intervalos comerciais. O noticiário é mero suporte.
Bom, a da vez. Mas antes, a introdução. Lembram das informações esdrúxulas em tudo o que era meio de comunicação depois do atentado de 11 de Setembro? A que eu mais gostei foi a da fotomontagem que ficou conhecida como o Cara, sujeito no topo do WTC segundos antes de o avião se chocar contra o prédio. Houve "pograma sério" que deu a notícia em primeira mão. E o Cara virou a figura mais popular daqueles dias. Fizeram uma série de fotomontagens com ele em todos os grandes eventos mundiais (incluindo assassinato do presidente Lincoln, por exemplo). Até site ele ganhou. No ano passado, quando um padre do Paraná teve um acesso de irmã Bertrille, se pendurou em balões e desapareceu, as fotomontagens entupiram os emails novamente. Criaram um blog e até um joguinho, mas felizmente, ninguém deu a notícia do padre sobrevoando a ilha de Lost.Mas na semana passada, o mico ficou por conta do canal de TV boliviano PAT, que exibiu imagens do seriado Lost como sendo as do acidente do vôo 447. Para completar a festa do caqui, um canal polonês reproduziu a reportagem e uma rádio holandesa veiculou a notícia do vídeo. O canal boliviano se defendeu dizendo que usou os verbos no condicional: "seriam imagens do desastre..." HAHAHAHAHA! Mas como é uma pessoa que, em teoria, domina rudimentos da linguagem e o movimento do polegar opositor cai numa dessas?
Bom, voltamos ao velho e surrado debate sobre o que se noticia atualmente. É aquele amontoado de frases, de dados, sem muita conexão e que vão se repetindo em todos os veículos de comunicação. Pior, quando há erros ridículos nas informações verdadeiras, mas passam, sem problemas – afinal, quem é que está prestando atenção, né? Informações técnicas são um desastre elas mesmas; traduz-se pés por metros, apenas trocando a unidade de medida, sem a conversão dos números. O mesmo com a velocidade, quando se troca nó por km/h – aí, âncoras fazem cara de tragédia para noticiar que a ilha xpto foi varrida por ventos de 65 km/h; ao fundo, imagens de um vendaval que quebra árvores e destelha casas. 65 km/h????! Só falta dizer que a "margem de erro é de 50 km/h, para mais ou para menos"...
Mas não faz mal, o importe é conseguir espaço no jornal/site para a publicidade, não é mesmo? Como se preenche o espaço entre um anúncio e outro é o de menos, oras! O mesmo vale para informações na televisão: o importante é garantir que se vejam os intervalos comerciais. O noticiário é mero suporte.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Figuras essenciais
Em 1943, um escritor gaúcho de 38 anos foi atacado pela igreja católica por conta de seu último livro publicado. Pelos jornais, um padre pedia que o presidente Getulio Vargas mandasse expulsar do país o autor, assim como queimasse todos os seus livros. Em São Paulo, um jovem crítico literário e professor assistente da USP, com 26 anos, colaborador do jornal Folha da Manhã, escreveu um contundente artigo em defesa do escitor gaúcho. Em linhas gerais, dizia que o que escrevera o gaúcho nada mais era que a realidade que se via pelo país, que necessitava sim de mudanças e drásticas (entre várias outras coisas).
O texto não foi publicado pelo jornal, cuja diretoria amarelou perante a censura do governo Vargas. O autor gaúcho nunca soube da defesa que o jovem paulista fizera. 66 anos depois, aquele jovem emputecido com as arbitrariedades nacionais, atualmente professor aposentado da USP, com 91 anos de idade, toma a palavra novamente para defender a ideia geral de que mesmo com opiniões contrárias, nada justifica o uso da força para silenciar quem que seja. Com a mesma lucidez e a mesma dignidade.
Quem é este senhor? É o professor e escritor Antonio Candido. O autor gaúcho que ele defendeu em 1943 era Erico Verissimo. E a situação sobre a qual ele veio a público falar foi a da polícia chamada para conter manifestações estudantis recentemente na USP.
Concordo que grande parte das lideranças estudantis está atualmente desacreditada. Que muitas das greves não tem mais razão de ser do jeito que tem sido nos últimos tempos. Mas daí a resolver problemas educacionais e políticos na porrada vai uma enoooorme distância. Em nome da "manutenção da ordem", o que mais se vê atualmente é a polícia convocada para resolver todo e qualquer problema. Até em escolas de ensino médio isso ocorre! Pior de tudo? Quem começa a pensar que este é o melhor caminho mesmo, a política do "não concordo, desço o cacete!". Na década de 1910, "otoridades" diziam que no Brasil a questão social era caso de polícia. Parece que tem quem queira voltar no tempo para assinar embaixo; e acreditando que está dando o último grito da civilidade do século XXI (uma coisa meio José Sarney da vida...).
Para quem não conhece o professor Antonio Candido, aqui está. Não é necessário ver o vídeo inteiro, até por que o áudio fica terrível aos 3:52; mas quem não conhece, fica sabendo quem é.
O texto não foi publicado pelo jornal, cuja diretoria amarelou perante a censura do governo Vargas. O autor gaúcho nunca soube da defesa que o jovem paulista fizera. 66 anos depois, aquele jovem emputecido com as arbitrariedades nacionais, atualmente professor aposentado da USP, com 91 anos de idade, toma a palavra novamente para defender a ideia geral de que mesmo com opiniões contrárias, nada justifica o uso da força para silenciar quem que seja. Com a mesma lucidez e a mesma dignidade.
Quem é este senhor? É o professor e escritor Antonio Candido. O autor gaúcho que ele defendeu em 1943 era Erico Verissimo. E a situação sobre a qual ele veio a público falar foi a da polícia chamada para conter manifestações estudantis recentemente na USP.
Concordo que grande parte das lideranças estudantis está atualmente desacreditada. Que muitas das greves não tem mais razão de ser do jeito que tem sido nos últimos tempos. Mas daí a resolver problemas educacionais e políticos na porrada vai uma enoooorme distância. Em nome da "manutenção da ordem", o que mais se vê atualmente é a polícia convocada para resolver todo e qualquer problema. Até em escolas de ensino médio isso ocorre! Pior de tudo? Quem começa a pensar que este é o melhor caminho mesmo, a política do "não concordo, desço o cacete!". Na década de 1910, "otoridades" diziam que no Brasil a questão social era caso de polícia. Parece que tem quem queira voltar no tempo para assinar embaixo; e acreditando que está dando o último grito da civilidade do século XXI (uma coisa meio José Sarney da vida...).
Para quem não conhece o professor Antonio Candido, aqui está. Não é necessário ver o vídeo inteiro, até por que o áudio fica terrível aos 3:52; mas quem não conhece, fica sabendo quem é.
terça-feira, 16 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Aberturas
Aberturas amplas, gerais e irrestritas* de programas e seriados, nacionais e estrangeiros, atuais e do pleistoceno. São ótimas, por conta das imagens, das músicas, ou só como curiosidade mesmo.
Dr. Who
Life on Mars (da original inglesa)
The Sopranos
La Carte aux Trésors
Droit d'Inventaire
Star Blazers (esta, de desenho animado, era cafona que só, toda "épica", HAHAHAHA! Mas eu adorava!)
Star Trek, claro! (a da Nova Geração, com a voz do Patrick Stewart, que conferiru dignidade àquele espaço...)
Dead Like Me
Fantástico (tinha tanto papel laminado e brocados que era necessário regular o controle de brilho na TV!! Conselho: ponha óculos escuros)
Globo Repórter – 1ª abertura (a qualidade não é muito boa, mas são imagens e sons de 1973!!! A música original é ótima. Acho que foi utilizada até o final dos anos 70, pois tenho lembranças da dita cuja)
Esporte Espetacular – 1ª abertura ("pá-pá-pá-pá-pá-pá"...)
Duas Vidas (foi uma das aberturas de novela mais simples que existiu; e esta brincadeira com barbante virou febre na época!)
* não sabe de onde vem esta expressão ampla, geral e irrestrita? Por isso que é preciso saber história, criatura!
Dr. Who
Life on Mars (da original inglesa)
The Sopranos
La Carte aux Trésors
Droit d'Inventaire
Star Blazers (esta, de desenho animado, era cafona que só, toda "épica", HAHAHAHA! Mas eu adorava!)
Star Trek, claro! (a da Nova Geração, com a voz do Patrick Stewart, que conferiru dignidade àquele espaço...)
Dead Like Me
Fantástico (tinha tanto papel laminado e brocados que era necessário regular o controle de brilho na TV!! Conselho: ponha óculos escuros)
Globo Repórter – 1ª abertura (a qualidade não é muito boa, mas são imagens e sons de 1973!!! A música original é ótima. Acho que foi utilizada até o final dos anos 70, pois tenho lembranças da dita cuja)
Esporte Espetacular – 1ª abertura ("pá-pá-pá-pá-pá-pá"...)
Duas Vidas (foi uma das aberturas de novela mais simples que existiu; e esta brincadeira com barbante virou febre na época!)
* não sabe de onde vem esta expressão ampla, geral e irrestrita? Por isso que é preciso saber história, criatura!
Terras do Sem-Fim
Logo, logo, mais campanhas políticas vão dar o ar da graça diariamente, no "horário gratuito" – aquele que nós financiamos. E mesmo que você não assista, aquelas malditas frases vão chegar até seus ouvidos, seus olhos e seu estômago. A maior parte delas vai repetir, frisar, macetar, sapatear coisas como renovação, mudança, novos caminhos e todas as variações possíveis em torno do "novo". No marketing político, a coisa funciona assim: se algum problema existe com um candidato ou partido, resolva-o com slogans, frases de efeito, motes. Mas isso é como aquele botox básico na pele envelhecida e a tintura nos cabelos grisalhos – se a base onde se aplicam já está se deteriorando, o resultado final fica pior ainda, oras!!
Mas dão de ombros: marqueteiros e figuras políticas. Mais as coisas se arraigam, mais elas lembram nossos arranjos republicanos centenários e de triste memória, mais se quer vender a ideia de frescor e renovação. Ninguém desconhece que a linguagem política possui elementos peculiares, só que há situações em que isso fica ridículo! Em que circunstância a renovação pode ser utilizada para a política de um país cuja imagem recorrente é esta?
Não há "sacada genial" que dê jeito nisso, pessoal! Além do mais, cá pra nós: quão "Primeira República" soa o nome Epitácio Cafeteira? Parece personagem dos livros do Jorge Amado! Ai, meus sais!!
Foto: José Sarney (PMDB-AP) e Epitácio Cafeteira (PTB-MA)/Folha
Mas dão de ombros: marqueteiros e figuras políticas. Mais as coisas se arraigam, mais elas lembram nossos arranjos republicanos centenários e de triste memória, mais se quer vender a ideia de frescor e renovação. Ninguém desconhece que a linguagem política possui elementos peculiares, só que há situações em que isso fica ridículo! Em que circunstância a renovação pode ser utilizada para a política de um país cuja imagem recorrente é esta?
Não há "sacada genial" que dê jeito nisso, pessoal! Além do mais, cá pra nós: quão "Primeira República" soa o nome Epitácio Cafeteira? Parece personagem dos livros do Jorge Amado! Ai, meus sais!!Foto: José Sarney (PMDB-AP) e Epitácio Cafeteira (PTB-MA)/Folha
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Aracy de Almeida dando "zero" pra moçada

Aracy de Almeida (1914-1988) foi a intérprete preferida de Noel Rosa. No rádio, dividia o sucesso com Carmen Miranda. A "dama do Encantado" teve uma carreira brilhante entre as décadas de 1930 e 1950, em programas de rádio, gravações e apresentações na Vogue, no Rio de Janeiro. Quando a Bossa Nova chegou, o estilo de Aracy foi ficando ultrapassado. Então, além dos shows com novos sambistas, ela começou a aparecer na televisão; e gostassem ou não dela, suas frases diretas e cheias de gírias não passavam despercebidas. Hoje, é mais lembrada por suas participações como jurada em programas de calouros que por suas interpretações. Um dos maiores incentivadores de suas aparições na TV, fã assumido da cantora, foi Silvio Santos. Ele até conseguiu que ela assinasse um contrato de trabalho, coisa que ela odiava. Dizia que trabalho era muito chato, que fazia para poder dar comida aos cachorros (tinha vários). Como viajasse de trem, também ganhou o apelido de "dama da Central" – e na Central do Brasil, sempre tinha quem carregasse suas malas. Pagava lanchinho pros meninos e pras piranhas da localidade; reza a lenda que se ela estivesse esperando um táxi e alguma viatura da polícia passasse pelo local, levava a cantora para onde ela quisesse. Começou cantando na igreja, quando era menina, ao mesmo tempo em que cantava escondida em terreiros de umbanda e tocava cuíca em blocos de carnaval. Era mangueirense fanática.
Aqui, Aracy, a "Araca", no programa Quem tem medo da verdade? – Rede Record, 1970.
Em 1986, em Marília Gabi Gabriela, na TV Bandeirantes.
terça-feira, 9 de junho de 2009
As 10 notícias que abalaram o mundo
Sim, a imprensa é o 4º poder. Graças a informação clara e análises competentes, os paradigmas ocidentais são postos em cheque a cada semana; talvez, diariamente. E a interatividade da imprensa on line permite que possamos sintetizar debates da melhor forma possível.


Em tempo: não dou de ombros para vítimas de mortes trágicas, injustas. Nada disso. Mas por que o jornal não publica nomes e sobrenomes de vítimas da fome / enchentes / violência / falta de acesso à saúde pública ... (cada um completa o espaço com o motivo que quiser)...? Ah, sim, claro: é que se trata da gripe que precisa voltar às manchetes, né? E nada melhor que uma vítima que nasceu no Brasil! É a escola Affonso Celso de jornalismo abrilhantando o mundo on line! Felicitações e todo o desrespeito do Trator Desgovernado a quem criou a notícia. Como diz comadre T'Si, "levou o caneco!"segunda-feira, 8 de junho de 2009
CristóvãoTezza, o moralismo & os micos
No mês passado, houve pagação de mico pela Secretaria de Educação de SP, ao distribuir a alunos do ensino fundamental (7-10 anos ) um livro que não foi escrito para crianças. Não é o caso de proibir o livro, temendo a corrupção das pequenas mentes; os autores são geniais, o tema idem e quadrinhos & crônicas são sempre bem-vindos. Mas se pagam uma equipe pedagógica para selecionar livros a serem enviados a determinada faixa etária, era o caso de fazer este povo trabalhar, não? O papo do "engano" é patético, pois em março foram recolhidos pela mesma secretaria livros de geografia com informações totalmente erradas. Já é ruim um livro didático marca chinelo sair de uma editora; mas uma secretaria de educação escolher o dito cujo só mostra o que se pensa da escola pública por aqui.
Já a zelosa Secretaria de Educação de Santa Catarina faz o caminho inverso (o Cláudio me enviou a "bomba" lá da terra de Berlusconi): distruibuiu em escolas de ensino médio (alunos 14-17/18 anos) o livro Aventuras Provisórias, de Cristóvão Tezza. E depois recolheu-os. No sábado, vi entrevistas do secretário de educação de SC, e o festival de penúria mental se espalhou. Nem consigo imaginar qual teria sido o último livro que este senhor leu. "Auxiliares pedagógicas" também desfiaram seus rosários de despreparo e moralismo, em nome da boa educação no estado. Ah, sim! Por que recolheram o livro? Por conta de "palavras chulas" e porque a relação sexual é tratada de "maneira banal" pelo autor. Isto é só o começo. Tem mais:
Sensacional o fato de não solicitarem alterações na obra, não acham? Melhor ainda é a ideia de que é preciso moralizar o ensino, muito mais que oferecer ensino de qualidade – o que exige gente competente, certo? Também dão arrepios expressões como banir e extinguir. Fica parecendo que a preocupação central da educação é banir palavrões e imagens de sexo das escolas – como se isso fosse garantir educação de qualidade aos alunos e respeito aos profissionais. E estes contra-sensos são bradados, repetidos e adotados em nome da "educação dos jovens". Ai, que tristeza, que tristeza!— O vocabulário é exagerado e essas palavras, queremos extingui-las da boca dos alunos, banir do ambiente escolar (Maria Gorete da Silveira, assistente técnico-pedagógica).
– Apesar de ser uma obra de um autor conhecido, premiado, e o livro indicado para o vestibular, usa palavreados "baixos". Se querem moralizar o ensino, é preciso cuidar. O sindicato considerou irresponsável a distribuição desse livro (Janete Medeiros, coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Santa Catarina).
— Esta foi uma lição para nós. Não temos nada contra o autor e não vamos solicitar que a obratenha seu conteúdo alterado. Afinal, o processo criativo e a produção literária têm que ser preservados e respeitados (Antônio Pazeto, diretor de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação)
Mas já que é para se fazer uma cruzada em nome da moralização do ensino, na qual obcecados e obtusos julgam livros por palavrões e cenas de sexo que contenham, então, é preciso começar do zero, não? Seguindo esta lógica, já podemos proibir obras de Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Raquel de Queiróz, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Erico Verissimo, Jorge Amado, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Verissimo, Hilda Hilst... vão completando a lista aí. Depois, pode-se organizar uma fogueira e destruir as ameaças à juventude sadia deste Brasil varonil!
Resposta de Cristóvão Tezza à proibição – leia aqui.
Não conhece o autor? Não seja por isso – aqui.
A matéria sobre a proibição – aqui
Para ver agora: Fahrenheit 451
(dir.: François Truffaut, 1966)
sábado, 6 de junho de 2009
Trator – estilo
Fotografia de moda é coisa muito interessante; é bacana acompanhar as modificações pelas quais passou, desde que as primeiras revistas do gênero vieram à luz. Sem entrar no mérito das questões técnicas, históricas ou culturais, fico é assaz e deveras mesmo com algumas imagens atuais. Foto de moda precisa de outro approach, certo? Mas francamente, acho que algumas vezes conseguem um resultado bizarro, um efeito "dr. Caligari"



Elle
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Tirem os casacos do armário!
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A linguagem televisiva é algo em constante modificação – é a ideia básica de qualquer teoria sobre meios de comunicação. Mas tenho cá minhas dúvidas. Desde que eu sou criança, ou seja, desde o século passado, o inverno é matéria de telejornal, com direito a imagens das pessoas nas ruas, encolhidas, esfregando as mãos, gorros de lã enfiados até os olhos. "Tá muito frio?", pergunta o/a repórter; "Ai, táááá! Muuuuuito friúúú!". A reportagem mais investigativa ousa: "Quantas blusas você está vestindo?". Já a matéria com ares mais "poéticos" mostra imagens do nascer do sol contra uma araucaria angustifulia, o pinheiro-do-Paraná, ou em Campos do Jordão ou na Serra Gaúcha. Cogitações sobre a neve não faltarão. Estes são os elementos que permitem certa variação sobre o assunto (imensa, como podem ver).
Já o elemento fixo, o baluarte, o mistério glorioso, a ortodoxia sobre o tema se expressa na máxima: "O curitibano tirou o casaco do armário". Década após década, o axioma é lançado, como se garantisse a chegada da nova estação (mais ou menos como a marmota americana que anuncia o fim do inverno). Bom, podemos pensar que se trata de um jornalismo local, provinciano, quase orgulhoso de seu frio. Nada!!!!!!!!!! Além de permanecer com o pé fincado nos temas pioneiros da comunicação, o efeito se espalha, toma conta de tudo. Francamente, novos meios apenas não garantem a qualidade da informação, né? Se o conteúdo é xexelento e imutável, não tem o que dê jeito! Além do que, me faz reclamar sempre da mesma coisa, oras!

Abaixo, uma das minhas "reportagens" preferidas, produzida na minha terra. Assisto diariamente, claro, três vezes ao dia; a parte final me leva às lágrimas.
Já o elemento fixo, o baluarte, o mistério glorioso, a ortodoxia sobre o tema se expressa na máxima: "O curitibano tirou o casaco do armário". Década após década, o axioma é lançado, como se garantisse a chegada da nova estação (mais ou menos como a marmota americana que anuncia o fim do inverno). Bom, podemos pensar que se trata de um jornalismo local, provinciano, quase orgulhoso de seu frio. Nada!!!!!!!!!! Além de permanecer com o pé fincado nos temas pioneiros da comunicação, o efeito se espalha, toma conta de tudo. Francamente, novos meios apenas não garantem a qualidade da informação, né? Se o conteúdo é xexelento e imutável, não tem o que dê jeito! Além do que, me faz reclamar sempre da mesma coisa, oras!

Abaixo, uma das minhas "reportagens" preferidas, produzida na minha terra. Assisto diariamente, claro, três vezes ao dia; a parte final me leva às lágrimas.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Há 20 anos
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Os protestos dos estudantes chineses e o massacre na Praça da Paz Celestial.
Os protestos dos estudantes chineses e o massacre na Praça da Paz Celestial.
O genial Ilha das Flores, curta de Jorge Furtado. Ganhou o Urso de Prata da categoria no Festival de Berlim daquele ano.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Das matérias que provocam náusea
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Sabem como é, uma pessoa como eu – que não é globalizada, proativa, que não agrega valor, não está em sinergia e nem define o conceito da proposta – há de ficar assaz e deveras para o resto da vida com este tipo de coisa. É que com com minha pobreza mental, fica difícil alcançar a grandeza de um intelecto "êmebiêi" – bem emoldurado por um gel de fixação forte, certamente.
(para ler a matéria, clique na imagem ).
Sabem como é, uma pessoa como eu – que não é globalizada, proativa, que não agrega valor, não está em sinergia e nem define o conceito da proposta – há de ficar assaz e deveras para o resto da vida com este tipo de coisa. É que com com minha pobreza mental, fica difícil alcançar a grandeza de um intelecto "êmebiêi" – bem emoldurado por um gel de fixação forte, certamente.(para ler a matéria, clique na imagem ).
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