Na descendenteE o Trator chegou de viagem, depois de horas em Garulhos e mais 11 horas de voo. Viagem tranquila, mas bem turbulenta. Na altura da Bahia, o aviao entrou no que chamam "corredor de vento", perdendo altitude muito rapidamente. Como disse Consorte, é a sensaçao de estar numa montanha russa a quilômetros de altura, hehhehe. Confesso que ver a comissaria de bordo assustada da' uma certa taquicardia; a pobre estava servindo o jantar, teve que se sentar no primeiro lugar que achou vago, bem agarrada ao seu carrinho. Como ela explicou, quando o comandante diz apenas "suspender o serviço", algo grave esta' acontecendo. Felizmente, todos os passageiros eram calmos. Depois, os comissarios trocavam informaçoes: "tudo bem la' na frente?"; "La' atras, tivemos um pequeno acidente, mas tudo sob controle"; "Um pouco de adrenalina é bom. Acorda!". Como serviam o jantar quando o aviao começou "a descer", imagino que alguém recebeu uma bandeja no colo ou na cabeça.
"Ninguém sai! Ninguém sai!"
No Charles de Gaulle, controle de passaporte ja' na saida do aviao; mais um ainda no corredor de saida; e finalmente o terceiro, o controle regular, com todos os guichês e carimbos. Mas tudo estava parado, mais ou menos 500 pessoas esperando. Nada podia funcionar, pois havia um alerta de "objeto suspeito". Algum cabeça de vento esqueceu um "tubo de plastico preto", como anunciavam no alto-falante; se nao viesse recupera'-lo, teriam que chamar a brigada antibombas. Fosse como fosse, ninguém podia sair dali. Felizmente, a funçao durou apenas uns 15 minutos, o raio do tubo deve ter sido resgatado, a brigada pôde ser poupada e no's pudemos passar e ganhar carimbos. Eeeee!
Mesa para três
Claudio e Bete estavam na cidade,
modos que nos encontramos. Fomos roer alguma coisa num lugar engraçado:
Détente & Saveurs (Relaxamento & Sabores), onde você pode tomar café, bater um lanchinho basico e também passar por uma depilaçao, aplicaçao de colageno, massagem ou limpeza de pele... Felizmente, tudo em dois ambientes completamente separados, HAHAHAAH! No's acabamos la' porque começou a chover. Eeeenfim. Decidimos que o que nos interessava era comida, nada mais (mesmo que tenhamos tentado mandar o Claudio pra depilaçao; ele nao quis, o desmancha prazer!!!). Muito animado por ter brasileiros no seu comércio, o proprietario gentilissmo nos ofereceu
croissants de cortesia, "para vocês conhecerem verdadeiros produtos franceses", hehehe. Por essas e por outras, é sempre bom desconfiar de quem afirma categoricamente que
todos os parisienses sao grosseiros, desagradaveis etc. etc. Lorota.

Dali, fomos andar um pouquinho, mas a caminhada nao durou, por causa da chuva novamente. O jeito foi entrar num boteco e beber, né? Fazer o que? Entramos numa espécie de "bar do Moe" e la' ficamos jogando conversa fora, botando reparo no moçoilo vestido como Fernando Pessoa e em duas moçoilas descabeladas, cada qual com seu cachorro. Os cachorros, simpaticissimos! Lembrei da vez em que entrei num
bar do Moe desses com o Jair, para uma cerveja. Como nao havia cardapio, ele ja foi pedindo "uma
1664". Na época, a burralda aqui nao fazia ideia de que
1664 é o nome de uma cerveja; por um minuto, imaginei que as cervejas da casa eram pedidas pelo numero, HAHAHAAH! Sei la', na duvida, podia pedir uma
10, né? Que infame!

Novamente na rua, encontramos outro lugar que também varia suas atividades: pizzaria & karaokê. Deve ser algo. E se chama
Mona Lisa. Mas dessa vez, passamos.
Chez François
'A noite, eu e Consorte encontramos cunhada, cunhado, sobrinho. Elodie, a namorada do meu sobrinho, nao pôde vir: quebrou uma costela fazendo faxina no apartamento. Por essas e outras é que no meu apartamento a poeira se acumula e as janelas nem sempre sao completamente translucidas. Faxina é uma coisa perigosa!
Fomos
Au Bon Saint-Pourçain, restaurante cujo proprietario é xara' do Chiquinho. =) François é uma figura especial e vem bater papo conosco, pois conhece meus cunhados ha' tempos. Quando me viu, mandou um "bom dia, Brasil!", em bom português, hehehe. O lugar nao tem nem 10 mesas. Desnecessario dizer que a comida é de bater palmas. Você sai de la' imaginado que vai passar o resto da semana sem conseguir comer mais nada, por falta de espaço no estômago - a
nouvelle cuisine, com seus pratos elaboradissimos, porçoes geométricas e minusculas nao é algo que os franceses em geral chamem de verdadeira comida, hehehe. Nao mesmo! A cozinha francesa tradicional possui pratos muito, muito bem servidos.
François fala de um jeito engraçado, "à bordo" das suas calças com suspensorios, oculos equilibrados na ponta do nariz ou erguidos no meio da testa, sempre um causo a contar; para os
habitués, ha uns copos a mais, por cortesia. Nas duas vezes em que estive là, ele insistiu para que todos ficassem mais, que traria outra garrafa de vinho, por conta da casa; mas nas duas vezes, ninguém ficou: "ja' é tarde"; "amanha acordo cedo" etc. etc. Claro que, se dependesse de mim, a gente ficava la' até a hora de fechar, HAAHAHAH! François conhece o Brasil; conhece Walter Salles, que às vezes janta por là. Por fim, ja' que ninguém fica, ele sai conosco, para continuar a prosa na rua, oras!


- desculpem pela acentuaçao bizarra ou faltante (o teclado é diferente). E pelas fotinhos toscas, hehehe...