terça-feira, 26 de maio de 2009

A nivel de dúvida que vai estar remetendo

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Não são poucas as vezes em que fico na dúvida sobre um texto que acabei de ler e do qual não entendi patavina, bulhufas. São aquelas situações que confirmam que meu cérebro não tem capacidade para voos intelectuais radiosos. Como este:

COLÓQUIO ANTROPOLOGIAS EM PERFORMANCE REÚNE PESQUISADORES DO BRASIL, ARGENTINA E EUA

O evento pretende debater os vários modos de conceber a performance a partir de uma perspectiva antropológica e suas implicações.

A discussão também quer remeter à importante reflexão sobre como os estudos de performance dialogam criticamente com a própria concepção do que é a antropologia enquanto disciplina, como sua prática é afetada, e como seu referencial teórico é transformado pelas questões advindas dos estudos de performance.

O evento propõe ainda um diálogo em que seja possível refletir sobre a multiplicidade de influências deste campo, e explorar o potencial dos estudos de performance como perspectivas críticas e experimentais para a análise da vida social em todas as suas dimensões.
Eu juro que não inventei esta bagaceira! Aqui está, na íntegra.

7 desgovernando |E você, o que diz?|:

Xkñ disse...

Lyl's, isto por que você tem conhecimentos limitados de física quântica e teoria das supercordas!!!
Não fique pensando que eu sou besta por falar isso, mas é mais do que óbvio que houve uma série de interpolações do continuum espaço temporal que sobrepôs redações distintas, porém vinculadas à mesma linha temporal, ou seja, uma anomalia no nosso presente criou um descontínuo espacial pertencente à mesma corda. Bem, já não sei se esta corda era super, mas era corda. Pena que o autor não a utilizou para se enforcar.
Bjs.
P.S.: Procure se informar antes de ficar semeando sua mal disfarçada inveja das inteligências superiores que velam por nosso bem, oras!!!

Xkñ disse...

P.S.²: Se tivesses falado previamente com Manézix teria ele explicado isto prontamente e melhor do que eu.

Lila disse...

Caríssimo companheiro de Jornada Xkñ: acredita você então que, uma vez que o caso esteja remetendo – quiçá arremetendo – eu deveria estar tentando apreender o sentido da coisa enquanto artefato entretecido a partir de um saber advindo da experiência humana coletiva, histórico-sociocultural, bem como econômica, a nível de instituição tradicional no Ocidente?

Xkñ disse...

As idiossincrazias ocidentais, na medida em que ignoram os saberes ancestrais e futurísticos, assim como as interpretações tergiversantes do eu individual em si mesmo, não são capazes de apreender as conotações tangentes às complexas realidades físicas que, como dizia antes, formam - no paralelo ontológico de anomalias características do momento fulcral do ser em si - estas aberrações autocomplacentes. Tais eventos, portanto, são marcas evidentes de uma sociedade, ipsus factus, esquizofrênica. Patologia não só antropológica, mas sócio-econômica (pode o hífem ainda, não?) e cultural-psicológica que, neste caso, traduz o estado atual do Ocidente. Mas isto já é uma outra questão que escapa ao escopo da física teórica pura.
C.Q.D.

Lila disse...

Percebo que há todo "um crescendo" na sua argumentação, que se espraia pela questão essencial do ser enquanto produtor de uma realidade que, "a nível explicativo" pode – e deve – criar as condições para que a reflexão urgente acerca da ontologia, enquanto categoria dada, possa vir a facilitar o questionamento de uma estrura complexa e que se arcaiza pela prórpia obsolescênica – ou não. Concorda?

Xkñ disse...

Devo concordar com uma certa discordância que vai muito além da mera implicância auto-iluminante. Me explico, tudo converge para a questão da obsolescência, na medida em que, culturalmente falando, afinal objetivamente a perspectiva individual é um contra senso absolutamente subjetivista, embora pouco relativo - considerando as estruturas psíquicas nada afeitas à auto-censura, e isto um fenômeno puramente urbano e elitista neo-liberal. Em todo o caso, contudo, dado que detalhes mínimos não podem esclarecer a razão, ao mesmo tempo em que, são essenciais como categorias explicativas que contribuem na sua minimidade ao todo conjectural, devemos ter em mente a incapacidade das diversidades de momentos no espaço tempo dialogarem. E essencialmente esta falta de diálogo é a razão maior para o que eu vinha dizendo que compromete tudo aquilo que é o oposto da obsolescência, ou seja, tudo aquilo que se opõe ao contrário do novo, ou mesmo ao inovador, por ser velho e ultrapassado, isto é, a novidade.
Acho que isto vai meio que pela sua linha de racicínio, concorda? Ou seja, não discorda? Ou mesmo, meio que tendo aceitado, ainda que não totalmente?

Lila disse...

Eu acredito que minha linha de raciocínio "tende a estar indo" no mesmo sentido que a sua, caríssimo, com pequenas pausas para um lanchinho e talvez alguns desvios, que, do ponto d evista anlítico não o são, uma vez que se caracterizam pela opção consciente. Seja como for, acredito que "a coisa" da minimidade carregue ela mesma "a questão" da totalidade EM SEU BOJO (esta é pra matar, né?), pois mesmo que alijada de seu contexto primitivo, carrega, em estado de latência, todo o espectro da possibilidade de vir a ser – e ir além, bem entendido – na medida que constitui-se em elemento fundado mas também fundante desta realidade.