quarta-feira, 13 de maio de 2009

Controvérsia ou puro mico?

Jared Diamond, biólogo americano, publicou a pesquisa que realizou sobre conflitos entre dois grupos humanos na Papua-Nova Guiné. Está tudo lá, na revista The New Yorker. Há o relato dos motivos do desentendimento, do desenvolvimento da quizumba, com ares de vendeta entre famílias, assassinatos e etc e tal. O pesquisador ganhou um Pulitzer.

Vai daí que dois homens descritos no estudo decidiram mover uma ação contra o pesquisador, afirmando que houve calúnia e dados inventados. Entrou na história a diretora do Laboratório de Pesquisa de Arte e Ciência, em Nova York, Ronda Shearer – viúva de Stephen Jay Gould. Ela reforça que os dados do biólogo não procedem, de jeito e maneira!

E o mundo da pesquisa antropológica está em polvorosa – o que não afetará em nada os destinos do planeta, certo? Mas fico aqui imaginando se todos os "objetos de pesquisa" de antropólogos, historiadores, críticos literários e afins pudessem palpitar sobre as pesquisas realizadas acerca deles. Pesquisadores de todas as graduações imagináveis ouvindo: "mas você não entendeu nada!"; "esta sua conclusão é ridícula!"; "isto não existe"... Ah, seria muito engraçado.

Exatamente como uma cena do filme Annie Hall, em que um professor universitário que se acha o bom fica opinando sobre cineastas, autores e obras na fila do cinema, bem alto, para impressionar; cita McLuhan e Woody Allen fica puto: "Você não sabe nada sobre Marshall McLuhan!". Como o profe insiste e apresenta suas imensas qualificações para falar sobre aquele autor, Woody Allen traz o próprio para dizer na cara do profe: "Você não sabe nada sobre o meu trabalho! ... É espantoso que você ensine sobre o que quer que seja!" =)



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